sábado, 4 de dezembro de 2010

Alienação Transcendental

O passado pode ser lembrado mas não revivido, do mesmo modo, eu posso lembrar-me do que fui outrora mas não posso ser o que antes fui. Esta imperativa mutabilidade assusta-me, atemoriza-me pensar que sou apenas aquilo que sou neste preciso momento e que passado e futuro são simples ilusões, em que o seu único e secundário papel é o de condicionar o presente.
As saudades do meu passado, daquilo que eu era (fui) não são suficientes para sentir o quão bom era ser aquilo que em determinadas fases passadas da minha vida fui. Todavia relembro-as e comparo com o que sou hoje. E o que serei amanhã. A conclusão a que chego é esta: estou mais longe do mundo do que alguma vez estive, uma distância com tendência a aumentar. Quanto mais conheço o mundo, o ser humano, a mim próprio... mais me afasto deles.

04/12/2010

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