quinta-feira, 20 de maio de 2010

Sol de Mar

Sol de areia,
incendeia
minha veia da razão
sem mão.
Estelhaça os vidros
invertidos
em mim, no fim.
O início é de sol,
um anzol
que prende o olhar
libertando-se do mar,
não amar!
Nadar no sol
até chegar ao alto
mar.
Metamorfoso-me.
Sou outro.
Nada mais, a não ser
um outro.

Sol de areia
repousa.
Pousa naquele mar
para te dar o que a mim
me deu.
Comigo morreu e eu com ele
morri,
porém nasci.
Tu hás-de nascer também;
hás-de ir mais
além,
sem desdém.
Mas amar
quem?

20/05/2010

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