segunda-feira, 26 de abril de 2010

Matosinhos

Foi-me apresentada uma questão mencionada no relatório do Banco Mundial de 2009 a reflectir: a possível falência de cidades. Ora, penso imediatamente na não muito antiga situação da minha terra natal Matosinhos, pois era indubitavelmente uma cidade rica na indústria, especialmente na de conservas e que por uma ou outra razão deixou, pelo que parece, de o ser algo recentemente.
É verdade que Matosinhos não faliu mas não é menos verdade que houve claramente uma mudança na sua concepção, na sua vida, apostando na habitação, ou melhor, principalmente na habitação. Houve, portanto, uma possível falência de um negócio que identificava e alimentava a cidade sendo de imediato e em simultâneo substituído por um outro.
Concluímos, por conseguinte, que a Cidade (Cidades visto que com o tempo e com a urbanização difusa se transformou em muitas) hoje é um ponto de pura, dura e simples produção, sendo que nós, seus cidadãos, perdemos esse título para passarmos a ser instrumentos dessa produção. Atrevo-me, inclusive, a afirmar que os próprios habitantes (em que o Porto impera como sua cidade de trabalho) desta badalada fonte residencial matosinhense são irremediavelmente intrumentos de um novo negócio de uma (re)nova(da) cidade.
Tal – em todo o seu conjunto - entristece-me!, tristeza essa que deve, repito, deve ser motivo de esperança, motivação, reinvindicação e vontade de mudança.

26/04/2010


O Relatório do Banco Mundial pode ser, por exemplo, consultado em: http://siteresources.worldbank.org/BRAZILINPOREXTN/Resources/3817166-1251734416241/relatorioanual2009.pdf

A ler também como curiosidade e possibilidade de comparação um artigo do "MatosinhosHoje": http://www.matosinhoshoje.com/index.asp?idEdicao=69&id=3964&idSeccao=932&Action=noticia

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