quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Dormindo Acordado I

Foda-se!, cresce por vias incendiárias a minha vontade involuntária de desejar, de me excitar ao ter vontade de tudo ser e em multiplicidade me tornar. Para o comprovar digo somente e, como exemplo, que as sintaxes que vão correndo em meus pensamentos estão repletas de um vocabulário a roçar o ordinário (o significado do verbo roçar neste contexto foi exactamente com o objectivo de a descontextualizar e simultaneamente contextualizar, dependerá de como cada um interpretar, no entanto, como de momento nego qualquer tipo de interpretação subjectiva afirmo claramente que eu roço com o meu pénis onde me bem apetecer, porque ele assim mo pede; eu concedo-lhe tal pedido, e dele falo para que se sinta omnipotente) e assimilações cognitivas incognoscíveis, talvez cognoscível para quem sofrer de perturbações cognitivas.
Puta que te pariu!, estas palavras assombram o meu espírito ou poderei ser eu a assombrá-las? Francisco José! É o meu nome! Assustei-te Puta? Ah pois!, fode-te que não hás-de parir mais depois de o meu nome teres ouvido, mas o que realmente isso interessa? És uma puta e eu um louco que tenta escrever sobre putas como tu. Ora, onde está a lógica de tudo isto? Nem esta mesma pergunta foi lógica como posso pretender eu justificar qualquer tipo de comportamento quando nem a pergunta primeira que, provavelmente, me permitiria nem que seja pensar no que penso. Se a questão chave nem a consigo formular como poderei eu pensar o que penso, e analisar pensamentos que fogem com outros pensamentos e me deixam só, solitário num mundo de putas e outros Franciscos Josés que tais.
A estes fez-me agora companhia o meu amigo de merda Beckett com o seu compincha Molloy com quem já tive um ou outro pesadelo outrora. Párem de me chatear, imploro-vos! Não quero saber se a vossa vida corre mal, se já morreram e eu estou vivo, ademais nem eu sei se estou realmente vivo. Vatangem a vossa que sabem com certeza que morreram, acredito que quando se morre todas as certezas surgem enfim, porquanto as incertezas deixam de existir. Tão óbvio que até mete nojo!

E se eu gritasse bem alto até a minha voz entoar no sino do mosteiro a maior altitude do mundo? Antes de me responderem, lembrei-me que seria interessante conhecer esse mosteiro. Qual será? O quê? Não sabem a que questão me hão-de responder agora? Foda-se!, cambada de limitados de merda pá! Respondam, simplesmente respondam, ora que caralho! Posso até ouvir e ver algo como o cagalhoto de escamas acastanhadas, deitado naturalmente e inocentemente pelo cão do vizinho, subir aos mais altos céus quando, repentinamente, uma vassoura manuesada pelo Fernando, varredor municipal duma qualquer cidadezinha de submundo onde haja um Fernando como varredor, que saturado da sua rotina de lixo e mais lixo, lixo se sentiu até que finalmente viu o cagalhoto voando sobre as estrelas. Aí, finalmente pensou: “Se a merda pode voar porque não vôo eu também?”. Se a merda pode voar porque não voamos nós também? Se vos inqueri como seria a minha voz num grito forte, grave a insurcedor exigi uma simples de uma resposta vossa, tendo ainda vos dado a oportunidade me responderem a uma outra pergunta. Foi um dois em um, ou seja, praticamente um questionário! E o que é que vocês meus podres fazem? Fogem com o rabo à seringa e nenhuma palavra me presenteiam que me tenha algum tipo de utilidade. Puta que vos pariu! Se a merda pode voar, eu vôo pois sou merda, enquanto que vocês com a vossa não-merda, não nada ficam em terra, rastejam aliás como minhocas constantemente pisadas por patas de humanos que se julgam tal, mas que não passam meramente de cães que nem habilidade têm para cagar. Eu, ao menos sou cagalhoto e vôo, e escrevo estas palavras por paisagens longas, invisíveis, inaudíveis, insensíveis onde só eu eu as percorro, as vejo, as ouço e as sinto.
Amanhã falaremos mais, desapareçam que eu vou acordar.

25/11/2009

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