domingo, 9 de março de 2008

Perfeição Vs Inveja (!!)

A perfeição esbarra continuamente na inveja. Há alguma definição possível para estes dois substantivos tão comuns como vulgarmente usados e abusados ?
Algo que, desde logo consigo concluir de forma intuitiva, é que ambos são indisolúveis, confundem-se ; um existindo dá origem ao outro, outro existindo dá origem a um, outro não existindo sobressai deficientemente um, os dois existindo naturalmente misturam-se como duas núvens num céu, fundem-se sem nos apercebermos dessa fusão.
Isto é, a inveja é aos meus olhos a sensação (?) mais predominante na mente do ser humano. Racional, inato ou instintivo não consigo voluntariamente e resignadamente responder qual nem o porquê de assim ser, até porque o meu objectivo não é encontrar essa resposta, muito menos fazer essa(s) pergunta(s). O meu objectivo é sim demonstrar que ela (inveja !) predomina e vigora a partir do momento que existe na nossa razão a concepção de perfeição. O desejo animal de querer sempre mais, de saciar uma insatisfação eterna faz com que vejamos em outras pessoas, objectos, imagens, situações reflexos de nós próprios. Reflexos intemporais, reflexos que eventualmente gostaríamos de poder reflectir e que ainda não foi reflectido. Esse gostar, desejar, querer no condicional condiciona desde o primórdio, o Homem como ser significativamente invejoso.
Concluir-se-ia talvez que a definição de perfeição não deveria sequer ser discutida, até que pudesse chegar a um ponto em que a palavra caíria em desuso e mais nenhuma mente pudesse reter essa ideia. Contudo, como poderíamos nós viver, sentir, pensar e acima de tudo sonhar sem termos um objectivo como a perfeição, a alcançar ?!
A inveja é, portanto uma consequência que tem consequências, é rejeitável e ao mesmo tempo interminável e indispensável; a inveja é o instrumento que escava a terra esperando chegar à profundidade da perfeição, é a água que inunda o buraco impedindo-nos em sermos perfeitos.

03/03/2008

2 comentários:

Elektrik_Girl disse...

Indissociáveís for sure... Darta amigo, gosto mesmo do que escreves porque me identifico, e muito! É a suposta perfeição que nos abala e, mais ainda, nos impede, de por vezes abraçar as singelas imperfeições. Perfeição desvanecida à prori por qualquer ser humano, mas se começo com isto não me calo =D
Tu não és um ser invejoso, obscuro, talvez, tal como eu dentro de um espectro vasto, mas a meu ver, não és de todo invejoso, não de uma forma perjorativa.

Anónimo disse...

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