domingo, 4 de novembro de 2007

Poema

Quase madrugada

Na inquietude de uma luz a entrar na escuridão
Os olhos entre abertos, o crepúsculo quente
O isqueiro que raramente acende, o abrupto chão
O som que pouco se ouve, a palavra que mente
A mão que nada sente, e a razão que assim se contente
Com o quase, com o quase, a vida não é um quase
Por vezes, o céu tem que ser azul e brilhante
O amor cintilante, sorridente e reconfortante
O Sol finalmenente te aquecerá e acabará o impasse.

Corvo mantém-te longe que aqui respira-se
Noite, conselheira mãe, tem atenção a ela
Vem pássaro azul, é decisava a tua presença
O fim é deveras cruel que seja esse
Canta, canta alto a ela que é tão bela
O Corvo foi embora, o teu sorriso compensa.



Inspirado no Filme "Sylvia" de Christine Jeffs ( A vida de Sylvia Plath, famosa e reconhecida escritora norte-americana, que se suícidou aos 30 anos), e em todas as pessoas que vou conhecendo e que me deram um pouco de si para este poema.